Pular para o conteúdo principal

A 'ereção' em tempo de crise


Por Gilvaldo Quinzeiro


Em que pese o melô do “soca- soca”, algumas muriçocas permanecem muito magras. Sinal de que os tempos são de crises, inclusive no que tange ao meio musical, notadamente ao processo de composição – os pernilongos parecem mais inspirados e inspiradores!   

Na política, então, nada que nos desperte uma ‘ereção’: tudo anda vergonhosamente mole e escorregadio, como diria os mais velhos, “feito lama de jirau”.

Uma crise que não é de hoje, mas desde que a ‘masturbação política’ passou a substituir uma pauta que contemple os reais interesse da Nação.

Por outro lado, em que pese o cenário desolador, o que tem de ‘menino’ acreditando que vai se dar bem nas próximas eleições, só se encontra escrito em ‘literatura de banheiro’!

Interessante esta coisa da ‘literatura de banheiro’! É aqui que as minhocas sobem as paredes, e ‘aquilo’ ganha nome em letras garrafais. Ó!

A crise é aguda!

A oposição em trajes transparentes insinua uma ‘dança do ventre’. Já os apoiadores do governo, são flagrados de ‘fio dental’, e se esforçam para ocultar a bunda. Isso a nível federal.

Na esfera municipal, os gatos e os ratos comem à calada da noite, o famoso queijo das Minas Gerais. Tudo feito de forma ‘profissional’ e ostentosamente social. Os ‘outubros rosas’ preparando terreno para as safras de ‘bananas’ ...

Viu primo, como estão as coisas?

Enquanto isso, há gente que só está conseguindo ter ‘ereção’ vendo as imagens de pessoas ‘ensanguentadas’ vítimas de acidentes, e que são compartilhadas como se sexy fossem.


Ufa! 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A roda grande passando pela pequena

Gilvaldo Quinzeiro


No imaginário caboclo, desde a fundação de Canudos no sertão da Bahia (1893-1897), onde a seca e a fome fizeram da “fé” a enxada que escavava a solidariedade de um povo sem chão, o mito “da roda grande passando por dentro da pequena” foi sem dúvida nenhuma uma das mais engenhosas invenções da saga de Canudos.

A idéia de que uma “ roda grande passará por dentro de uma pequena,” é simplesmente assustadora e instigadora de uma reflexão. Seria esta passagem correspondente ao fim do mundo? Que roda grande é essa? Quem viverá para presenciar tal profecia?

O fato é que ainda hoje este mito sobrevive no imaginário nordestino, sobretudo no meio rural provocando apreensão e “matuteza”. Canudos ainda resistem?

Pois bem, às vésperas das eleições, o cenário montado, onde cabos eleitorais empunhando bandeiras e distribuindo “santinhos” dos candidatos, chamando atenção do povo - é de uma natureza tal que inspiraria um cordelista a escrever versos numa visão apocalíptica adver…

A FILOSOFIA CABOCLA, RISCAR O CHÃO.

Gilvaldo Quinzeiro

O caboclo quando risca o chão está pensando. Aliás, no caboclês ou no nheengatu se diz matutar. Riscar, pois, o chão com a ponta dos dedos, significa manipular com as mãos o abstrato, ou seja, pensar usando a “cabeça dos dedos”, termo bem apropriado para a filosofia cabocla. Diga-se de passagem, que a “filosofia cabocla” é única que tem explicação para tudo, do contrário o que seria o viver destes homens? “Quem não pode com a” rudia não pega no bote” - diz assertiva cabocla.
Besta é quem pensa que matuto não vive de matutar! Aliás, nas condições enfrentadas pelo caboclo, o pensamento que não corresponde à praticidade, é o mesmo que riscar o chão com o dedo para depois ter o risco apagado pelo vento, o que levou em seguida o caboclo a fazer uso de um graveto para, não obstante as intempéries continuar o seu pensar, isto é, riscando o chão.
Riscar o chão com o graveto em substituição aos dedos, não só significou apenas deixar marcas humanas mais pr…

Metáfora da natureza

A natureza....

quando ouvida no mais profundo do nosso silêncio...

nos dá ouvido

nos enraizando os sentidos... que dialoga quando se dá atenção....

nos fazendo ver além... o belo...