Olimpíada Rio 2016. De novo os olhares do mundo vão nos colocar face a face com o espelho. Quem somos afinal?


 Por Gilvaldo Quinzeiro






Ontem, foi a entrega oficial da Vila Olímpica. Várias delegações deram entradas. E é claro, somente então, nos damos conta dos reais problemas e da nossa desorganização.

Os australianos, por exemplos, simplesmente se recusaram a fazer uso das novas instalações que, no dizer do seu comitê organizador, “são inabitáveis”, e preferiram ficar em hotéis. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, ao invés de pedir desculpas, prometeu colocar uns “cangurus para que os australianos se sentissem em casa”.

Outras delegações, como a dos Estados Unidos, a da Holanda e a da Itália, tiveram que fazer reparos e adaptações.

Notícias de roubos, e até de sequestros relâmpagos estão sendo relatados pelos atletas estrangeiros.

O fato é que estamos com um ‘baita de um abacaxi’ nas mãos para ser descascado. Receber cerca de 20 mil atletas, nem colocando todos os bichos da floresta amazônica, é preciso mesmo muito trabalho e muita organização!

Não altura do campeonato não basta apenas pensar em ganhar medalhas. Evitar que as mesmas possam ser roubadas do pódio, como anunciada por um vídeo chinês – já seria uma grande vitória!  

É claro que vale a nossa torcida pelos nossos atletas, mas, não podemos esquecer que somos os donos da casa!

Que o espirito olímpico se mantenha entre nós, e que a tocha, em que pese os que desejam apagá-la, se mantenha acesa!


Que os deuses tenham piedade de nós!

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