Paisagem urbana

Gilvaldo Quinzeiro


O espelho arrasta para si, o que as chuvas planta nos caminhos, isto é, as pedras. Mas, nada mais estilhaçado que música ouvida em celular numa sala de aula. Ai sim, são pedras arremessadas em janelas de vidro!...

Uma enchente de parafernália que inferniza o que antes já era um inferno. Como não ser arrastado pela fúria? Ou como servir de espelho, se já não há mais espelho sem ser estilhaçado?

As pedras no sapato de antes, hoje seria convencer crianças para brincar de rodas na hora do recreio. Brincadeira mesmo é atirar a cabeça dos colegas contra a parede. Recreio? É hora de fugir das balas perdidas!

Já foi o tempo em que goma, era só de chiclete. E “pó”, não o é o que cheira, mas o que cheirado.

Mas, e as pedras? Ora, estas hoje formam uma paisagem de florestas humanas – raízes de plantas sem vasos!

Tudo é poço, balde só para encher de fumaça!

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