Caxias, aos olhos dos bêbados pela sua poesia

Gilvaldo Quinzeiro



De todos os bêbados da rua, o mais elegante é Biri Biri; de toda a plástica que a cidade perde quem ganha é a barbárie, porém, os que deveriam cuidar de toda a estética urbana, aqui não passam os finais de semana – estão bem longe da péssima limpeza que nos agride de sábado a domingo!...

Ventos vêm, ventos vão, e a cidade é engolida pela fome de poucos que nunca se acham gordos demais... Dos demais, só muita pena, sobretudo dos que se rendem a uma bandeja de salgadinho em troca do tampo que se arranca de toda a cidade!...

No bar do Fiapú, só ele, esperando que os fies da igreja da matriz deem uma “escapadinha”, pois, logo ao lado tem um Cristo de braços abertos sempre!...

“Zequinha”, “Jota Cardoso” ou simplesmente “Jacaré”, como o poeta Renato Meneses o chama carinhosamente, em época do cheiro de babaçu torrado sempre emerge, como uma baleia do fundo do mar!...

Jorge Bastiani a cidade tem, sempre fazendo planos para um novo show, o último foi uma homenagem a Chico Buarque – quem viu?

Precisamos ver e ouvir melhor esta cidade que é a única, onde todas as manhãs se pode acordar com um serviço de alto falante executando a Canção do Exército, claro que do outro lado da cidade tem o Paulo da Mangueira dizendo também não sei o quê...

Precisamos observar em seus detalhes a cidade – um Centro Artístico Operário que já foi a casa do “príncipe da literatura nacional”, lugar de muitos bailes carnavalescos, hoje apenas uma alternativa para se comer; uma União Artística Operária que não consegue unir mais ninguém, nem no “1º de maio”!....

Memória não temos nenhuma, o teste final é saber por quanto tempo vamos levar para esquecer a Madame Diracy!...

Acorda cidade!

Bom dia a todos!

Comentários

Postagens mais visitadas