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O nordestino e suas pelejas

Gilvaldo Quinzeiro



Como uma faca peixeira, o cordel  rompe os sertões erigindo personagens e semeando vida na aridez da caatinga.

A resistência nordestina, seja pela sua cultura, seja pela labuta diária no seu roçado, é o que nos torna uma “civilização” forte e rica.

Luiz Gonzaga, João do Vale e Patativa do Assaré são exemplos de caboclos que se tornaram Mestres pelas lições que este Nordeste ensina.

Entretanto, muitos são os doutores que ainda vivem no anonimato por esta caatinga a fora, isso não significa, porém, que os mesmos não estejam “curando” as feridas com canções, com palavras mágica, com chás, etc...

Quando os lá do sul pensam encontrar nos nordestinos um povo triste e abatido, eis que surge a força do humor; das danças de rodas, dos repentes e até mesmo de musicais em velórios – sim, por aqui, sobretudo nas áreas mais remotas das matas de cocais - não há um “bom velório” sem que a caboclada se dispare a cantar seus versos fúnebres...

O Nordeste é assim, “encantado e encantador” como nos escritos de Ariano Suassuna que, a meu ver, é o Luiz Gonzaga da literatura - o contador das riquezas deste sertão!...

Viva o Nordeste brasileiro vivo sempre!

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