E o homem o que será?



Por Gilvaldo Quinzeiro




O lago Poopó virou um deserto (Foto: Reuters/David Mercado)

A humanidade viveu duramente sem o fogo grande parte do tempo da sua existência; a outra grande aprovação, foi viver sem energia elétrica. De lá para cá, o tempo foi passando, novas invenções foram se incorporando ao dia a dia. Hoje, estamos ‘conectados’ ao mundo por aparelhos que cabem na palma da mão – estamos todos muitos felizes por isso!

Todavia, a maior de toda aprovação, será enfim, enfrentada pelo homem atual, isso não significa de dizer, entretanto, que estejamos mais preparados do que os homens das cavernas, pelo contrário, homens há entre nós que não passam de ‘panos’. A tal aprovação de que estamos falando é a escassez de água!

Se tudo no mundo atual, tem que obedecer a rapidez das novas máquinas e estilo de vida, também com a velocidade máxima, estamos perdendo os recursos hídricos.

Nesta semana, os jornais do mundo inteiro nos chamaram atenção com a notícia do desaparecimento do segundo maior lago da Bolívia, o lago salgado de Poopó, com 2.327 km2.  Milhares de espécies de animas morreram ou tiveram que imigrar para outras regiões. E olhe que não estamos falando de uma velha noticia dos jornais, que é a do desaparecimento do Mar Aral, na Ásia Central.

Para quem deseja ir à Marte, a Terra cada vez mais fica parecida com o solo marciano!

Isso se soma a notícia da desertificação de várias regiões no Nordeste brasileiro e as queimadas, que vêm devorando florestas inteiras. A humanidade está diante da sua maior aprovação.

A escassez d’´água não é mais um temor: é uma realidade. No que vamos nos transformar em razão desta escassez, isso sim, só o futuro nos dirá!

“A natureza parece não estar mais reagindo diante da agressão sofrida”, foi o que me confidenciou um lavrador, da região dos cocais, em recente incursão minha pela zona rural. “Aqui até as abelhas tiveram que mudar de morada”, pois, a seca lhes impede de fabricar o mel”, concluiu o sertanejo.

Na verdade, em toda a região do Nordeste, a estiagem teima em se prolongar. Aqui por exemplo, no Leste Maranhense, até a data de hoje 27 de dezembro, nada de chuva!

Que 2016 nos venha com as primeiras gotas de chuvas!




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