Pensando em 'merda', como não falar da nossa atual política?


Por Gilvaldo Quinzeiro



Este texto não traz nada de novo (ainda bem?).  Por isso, já é cansado em terras empoeiradas.  Algo ‘batido’ como pau de porteira. Todavia, o faço no desafio de traçar elos e paralelos com a nossa atual política.  Assim sendo, para não incorrer na mesmice dos editoriais de política, vou dá-lo um tom poético – uma espécie de cócega ao redor do umbigo – numa época onde certamente se sofre de muita prisão de ventre.

Nestes dias onde o rasgo da nossa política é uma ‘gravidez’ sem fim, vemos e ouvimos estupefatos o ranger das carroças e o relinchar dos cavalos – e mais do que isso – os homens empancados com a própria merda!

Eis aqui o que tanto nos escancara a boca, e nos esvazia de toda a palavra: a merda da nossa política!  Sinal de que estamos chegando no fim do poço – daqui para a frente nada do que vier é lucro. Ou seja, todo ‘mexer’ poderá apenas significar em um atolar-se mais ainda!

Quisera, entretanto, que a política e poesia tivessem algo em comum além da rima, isto é, que ambos usassem o ‘cavalo’ como os xamãs em suas preces: devagar, mas em veredas inspiradoras e sempre!

Porém, na pressa dos homens, sobretudo na estrada política, todo cavalo é manco, e os desatinos, seu destino!

Por falar em destino, qual o que está sendo forjado nas trempes dos mesquinhos interesses?  Que Brasil está sendo despertado ante gigantescas batalhas?

Voltando ao ‘tom poético’.   O teor da carta de Michel Temer a Presidente Dilma, escancara o quão são tênues os fios com os quais se tecem os tecidos da nossa política. É como o ‘casamento’ em tempo de facebook – muita selfie, mas nada que o sustente.

Hoje pela manhã, eu falava com um amigo (poeta e pensador!) da situação pela qual passa o país. Conversa vai e conversa vem. E lá surge o nome de José Sarney:  não estamos nós nos afundando neste mar de lama, exatamente   em razão da ausência política de Sarney?

Veja o que é a política! Até pouco tempo, tudo de ‘pior’ que acontecia neste país, se atribuía a figura de Sarney. Hoje, seu nome soa quase saudoso e poético, se comparado e esfregado com toda a merda que ainda está por vir!

Viva quem? Os vivos espertos como o meu cavalo lerdo!



  





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