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Sermão pelos sem-nomes

Gilvaldo Quinzeiro


Poetizar e politizar para que o “berço dos poetas”, não tenha seus becos e ruas mudadas de nomes por outros que, não obstante, “mereçam”, mas, não mais que os já merecidos, em troca de frescos favores!

Rezar para que a “prece” daqueles que pedem que tudo como estar se conserve, não seja jamais atendida!

Chorar de desgosto pelo gosto de quem ver toda a cidade suja, enquanto os que deveriam zelar por ela, permanecem com seus sapatos limpos!

Puto de nós, sem o riacho São José que não se ajoelhou, quando os que fizeram “promessas” se elegeram com o voto das mulheres que lá, já não mais lavam roupas!...

Ai de nós sem “ai” pra dizer, agora e nas outras horas em que se mata!

Que sejam condenados os que batizam os nomes das "suas obras" com os seus ou dos parentes, enquanto os que morreram “sem nomes” deram estética e vida a toda arte, hoje, profanada!

Repitam todos: amém!

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