Mãe, feliz todos os dias!

Gilvaldo Quinzeiro


Mãe, rogo a natureza, mãe de todas as mães, que abunde em ti a tolerância para com os teus filhos, que, ainda que te encham de “presentes” neste Dia, porém, ao longo do ano são escassos de presença!

Mãe, até as escolas acham “caretas” cantarolar as canções que, antes seus hinos, tocados nos mais longínquos serviços de altofalantes, hoje, só “pancadas” se ouvem, muitas delas, aviltando a condição de mulher!...

Mas, o pior de tudo, mãe, foi substituir o calor dos abraços, pela febre de consumo que sustenta a mãe da ganância humana: palidez dos nossos afetos!

Quiçá, mãe, todas as mães tivessem neste Dia, não as parafernálias dos aparelhos eletrônicos que nos afogam em “dívidas”, bem como, nos alienam do olhar do outro; mas, a simplicidade das rosas e das bromélias que nos sustentam no chão que já nos foge aos pés!...

Por fim, mãe, perdoe-me pelo tom quase melancólico das minhas palavras, é que não me soaria real, se os espinhos não me furassem as mãos!

Flores!

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