Uma reflexão sobre o “progresso” de Caxias

Gilvaldo Quinzeiro



O progresso de Caxias é “pregresso”. Isso é historicamente irrefutável. Não será esta a razão pela qual no presente, o que progride é a forma de a cidade se desmoronar? Eis a reflexão que suscitaremos neste texto.

Pois bem, Caxias no passado já foi terra do algodão (tempos áureos aqueles!); terra do babaçu (até o aroma da cidade dava para se “vender”). No presente, Caxias não é terra do que, mas, de quem... Hoje, do Humberto Coutinho, amanhã dos seus sobrinhos?

Ora, no primeiro exemplo, Caxias, enquanto cidade era sustentada por riquezas que da terra brotavam, e com estas todos os da terra cresciam. Já no segundo, porém, é a cidade que nutre e sustenta a “riqueza” de quem dela se apodera. Eis, a fórmula que teve início na Mesopotâmia, isto é, a “divinização” das ricas famílias. Entretanto, com a chegada da “primavera árabe”, o que se assiste são o anuncio de um novo tempo. Aqui, porém, quem é que controla as quatro estações?

Portanto, seguindo a nossa linha de pensamento, a saber, a que nos dá conta do “enganoso progresso” por qual passa a cidade de Caxias, vamos ilustrar o nosso ponto de vista, citando apenas 2 exemplos, no que diz respeito ao afundamento da cidade.

Vejamos o primeiro. O aeroporto da cidade – porta de entrada aos investidores e visitantes mais afortunados -, este quanto mais o tempo voa, mais fica sem. Voo mesmo só dos muitos urubus! Em outras palavras, o que era antes um aeroporto que possuía até terminal de passageiros, resulta hoje, em campo para desova de cadáveres, bem como para desmanche de carros e motos!

O progresso é pregressso!

O Segundo exemplo, é o de também estado de total abandono, desta feita, do que era antes o “O Centro Administrativo Alexandre Costa”, na Avenida Otávio Passos. Hoje, uma construção assombrosa em pleno centro da cidade! Ora, um centro administrativo em ruína, afinal que administração é esta que nem a si se sustenta?

È claro que aqui tem havido “progresso” sim, mas, nas fazendas de poucos! O da cidade mesmo é pregesso!

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