Pular para o conteúdo principal

Que mundo fica sem Bin Laden: outros tantos já não nasceram?

Gilvaldo Quinzeiro



Com a "morte" de Osama Bin Laden que mundo abunda? Que "paz" será armada para se viver da guerra? Que paz será mais "lucrativa" que os espólios da guerra? Que "parto" se fez com tanto gozo que, quiçá, não seja precoce?

Portanto, o mundo "sem" Bin Laden começa gravido por respostas cujas perguntas não se constituirão por si só em "parto" para um mundo que se quer ter nas mãos!

Ora, quantas "faces farsas"emprenham o mundo para que amanhã, tirar a barba não é preciso! De molho: é mesmo o corpo de Osama Bin Laden nas águas do mar? Nem mesmo os inimigos quiseram vêlo para crer? Enterro no mar, enquanto pra lá muitos desertos abundam?

Cem pazes não significam necessarimente, sem Bin Laden. O mundo é perigosamente mais complexo para se viver!... Toda ação se afunda numa reação, qual um tisunamis num Japão falsamente "preparado" para seus efeitos.

Que mundo hoje comemora? Que outro, chora? Qual destes durará uma vida de 100 mundos? Que paz comemorar, se nos "laboratórios de guerra", o futuro, se não blindado, é minhoca sem túnel para se esconder?

Comentários

  1. Muito estranho que a morte mais desejada pelos USA tivesse assim um fim tão sem graça, sem exposição ao público, principalmente o americano, do corpo do terrorista mais procurado do mundo. Acho que a peça teatral foi mal encenada... O corpo foi "sepultado no mar"... Só isso???!!! É difícil de "engolir" essa situação que, acredito, não passa de uma farsa. Creio que o helicóptero americano foi abatido e que os pilotos morreram. Isso sim acredito. Mas isso eles nem falam. O helicóptero foi abatido, mas não falam nada sobre os seus ocupantes... Estranho... O maior "troféu" não foi apresentado... Val...

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A roda grande passando pela pequena

Gilvaldo Quinzeiro


No imaginário caboclo, desde a fundação de Canudos no sertão da Bahia (1893-1897), onde a seca e a fome fizeram da “fé” a enxada que escavava a solidariedade de um povo sem chão, o mito “da roda grande passando por dentro da pequena” foi sem dúvida nenhuma uma das mais engenhosas invenções da saga de Canudos.

A idéia de que uma “ roda grande passará por dentro de uma pequena,” é simplesmente assustadora e instigadora de uma reflexão. Seria esta passagem correspondente ao fim do mundo? Que roda grande é essa? Quem viverá para presenciar tal profecia?

O fato é que ainda hoje este mito sobrevive no imaginário nordestino, sobretudo no meio rural provocando apreensão e “matuteza”. Canudos ainda resistem?

Pois bem, às vésperas das eleições, o cenário montado, onde cabos eleitorais empunhando bandeiras e distribuindo “santinhos” dos candidatos, chamando atenção do povo - é de uma natureza tal que inspiraria um cordelista a escrever versos numa visão apocalíptica adver…

A FILOSOFIA CABOCLA, RISCAR O CHÃO.

Gilvaldo Quinzeiro

O caboclo quando risca o chão está pensando. Aliás, no caboclês ou no nheengatu se diz matutar. Riscar, pois, o chão com a ponta dos dedos, significa manipular com as mãos o abstrato, ou seja, pensar usando a “cabeça dos dedos”, termo bem apropriado para a filosofia cabocla. Diga-se de passagem, que a “filosofia cabocla” é única que tem explicação para tudo, do contrário o que seria o viver destes homens? “Quem não pode com a” rudia não pega no bote” - diz assertiva cabocla.
Besta é quem pensa que matuto não vive de matutar! Aliás, nas condições enfrentadas pelo caboclo, o pensamento que não corresponde à praticidade, é o mesmo que riscar o chão com o dedo para depois ter o risco apagado pelo vento, o que levou em seguida o caboclo a fazer uso de um graveto para, não obstante as intempéries continuar o seu pensar, isto é, riscando o chão.
Riscar o chão com o graveto em substituição aos dedos, não só significou apenas deixar marcas humanas mais pr…

Metáfora da natureza

A natureza....

quando ouvida no mais profundo do nosso silêncio...

nos dá ouvido

nos enraizando os sentidos... que dialoga quando se dá atenção....

nos fazendo ver além... o belo...