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Dos laranjas, as cidades perdem suas raízes

Gilvaldo Quinzeiro



As cidades, entre elas, Caxias vivem o mal-estar da falta de um “olhar civilizatório”, consequencia das gestões que, para se sustentarem no poder, fecham os olhos para o público e abrem as mãos para os que são apenas de seus interesses particulares.

È nesta ótica que surgem as tais empresas prestadoras de serviços, a figura dos laranjas, agentes tão nocivos ao processo civilizatório, mas, hoje tão vitais para os esquemas de enriquecimentos ilícitos!

Pois bem, e assim, as cidades só acordam para si, quando lhes desabam as tragédias! Mas, e os que não conseguem acordar? Estes perecem sob os escombros!...

Às vésperas de uma Copa do Mundo, como ao mundo prestar conta de que estamos preparados, se entre nós, não sabemos calcular os nossos desperdícios?

Cá, entre nós, os caxienses, afinal pra onde foi o nosso imaginário? Ou tudo que imaginamos estar estampados nos outdoors?

È bom não se perder a capacidade se pensar, e de se indignar!...

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