Uma sugestão eco-cultural pra Rio+20, e pra quantas vierem

Gilvaldo Quinzeiro



O “progresso” invadiu a cultura dos quintais, das aldeias; das danças e cantigas de rodas; da vizinhança – em troca do quê? – dos corpos “pinchados” para enfrentar o medo de se despedaçar, bem como o medo da solidão; das pílulas contra a depressão; das bugigangas que nos “prendem atenção”, enfim, o “progresso” nos dá o que poderia ser dispensável?

A propósito da conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20 a ser realizada em junho deste ano, que tal se incluir na pauta a preservação dos mitos e das tradições culturais para, não só incluir os animais silvestre na lista de extinção, mas, o próprio homem? Cito como exemplo, o mito do “caipora”, que, onde e quando este em vigor a mata não só estava preservada, mas, também fauna e os recursos hídricos: que caçador seria doido de não respeitar o Dia do caipora?

Com a mesma ênfase eu destacaria a necessidade de se resgatar, valorizar e preservar o costume de se “passar fogo” de compadre e outros que tais, nas fogueiras de São João: Já imaginou uma rua ou um bairro tendo todos os moradores como “primos”, “colegas”e por que não, “amorzinho”?

Pois bem, este tempo existiu! E nesta época ninguém era “especialista” em nada, a não ser em viver em paz!

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