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O cão que nos morde é o da realidade, não obstante as palavras para amansá-lo...

Gilvaldo Quinzeiro



“Os novos conceitos” sem a apuração devida, não passam de tijolos sendo postos em velhas edificações pelo tempo carcomida.

Dito com outras palavras, os novos conceitos tão enfaticamente pronunciados, mas, tão pouco mensurados, merecem um estudo mais aprofundado, antes de serem cegamente abraçados como sendo os “nossos olhos” sobre o que antes nos parecia ser apenas os olhos cegos dos outros.

Pois bem, neste sentido, uma questão precisa ser levantada que é a seguinte: como acreditar que uma simples mudança de retórica ( que é o que se tem visto), altere as velhas demandas oriundas da mesma realidade diante da qual “estamos com a língua de fora”?

Portanto, é bom que se diga também o seguinte: quando a realidade ( como da qual estamos tratando) já não mais nos “atende” pelas mesmas palavras que antes acreditávamos dominá-la, então, é sinal de que nos encontramos na mesma situação desesperadora na qual “o cão passa violentamente a desconhecer o seu dono”.

Ora, se a realidade nos “morde” (como claro está), conquanto, para isso empreguemos novos conceitos, espera-se, contudo, “o passar do tempo” para, que, ao menos da realidade sejamos seu cavalo!

Do contrário... Auau!

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