Os buracos pelos quais estamos todos “vazando”?

Gilvaldo Quinzeiro



A expressão “vou vazar” ou “to vazando”, tão recorrente nos dias de hoje no linguajar dos jovens, nos dá conta ao menos de uma coisa: “a volatilidade do ser e de suas cercanias”. Isto é, tudo é da ordem que não se retém, logo, tudo é marcado pela sua “porosidade”, e o ego, por assim dizer, é sentido como “o lá fora”...

Em outras palavras, tudo em nós é sentido como estando “furado”, algo pelo qual alguma coisa está “vazando”... Então, se assim for, podemos falar no “buraco egóico”?

Eis aqui uma questão: “o buraco egóico” é causa ou consequência ou buraco do qual aqui se trata é da ordem de tantos outros dos quais nunca verdadeiramente saímos?

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