O estranho bebê humano e o esperto ‘cabrito’.


Por Gilvaldo Quinzeiro


É estranho que entre todos os ‘filhotes’ da natureza, o bebê humano é o único que não se ergue por si mesmo em direção ao seio materno, não obstante a iminência de morrer de fome – o máximo que este faz, o bebê, é chupar o próprio dedo!

Pelo dito acima conclui-se que, a evolução humana se não for entendida como sendo no âmbito espiritual, de outra forma, estaremos condenados a viver com menos mérito do que um cabrito, pois, este ao nascer é capaz de, mesmo cambaleando se erguer até as tetas da mãe – coisa que nenhum beber humano é capaz de fazer.

Então, meus amigos quem somos nós aqui reunidos nesta ceia? Quem deveria estar no prato no lugar do ‘cabrito’? Não será por uma ponta de inveja que estamos a devorá-lo?

É estranho que ao mesmo tempo que falamos na ‘vida eterna’, aprendemos muito pouco sobre a nossa curta existência! Talvez por isso, os espiritualistas consideram como quase certo, outros tantos ‘retornos’ nosso, em alguns desses na condição de ‘porcos’(?).

Ora, não nascemos apenas para adquirirmos ‘boca’, conquanto, seja através desta, o nosso primeiro contato com o mundo: o mundo que muitos da nossa espécie continuam   presos.

É estranho que muito das coisas pelos quais deveríamos nos orgulhar de nos sentir um verdadeiro ‘ser humano’, como perdoar, conviver, respeitar, amar; não conseguimos aprender nem ao longo de toda a nossa existência.

E assim sendo, nestas condições, continuamos a nos agarrar ao mais egoístico de todos os gestos humanos, o de, mesmo com fome, colocar o dedo na boca.

Imagine sendo esta fome agora de ‘ser gente’: qual a expressão da nossa boca?




  

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