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O ‘diabo’ do mito e o ‘deus’ da falta de palavras!


Por Gilvaldo Quinzeiro


Faltam-se palavras, jumentos e burros no sertão, mas não a mais terríveis de todas as sementes plantada na terra: a violência! Qual a imagem em que todos se secam de ver?  A dos meninos que mais se parecem com ‘mosquito’ trepados sobre suas motocicletas roubando ou matando em nome das suas gargalhadas!

O termo ‘mosquito’ foi tirado de um comentário de um amigo meu, quando este se referia a uns garotos, que chegaram de motos, e lhe anunciaram um assalto.

Em outros textos, eu fiz um comentário sobre isso, dizendo o quanto os garotos de hoje, pela sua aparência, me lembravam os deuses egípcios. E mais do que isso, diante de muitos estranhos acontecimentos, eu tenho falado de que precisamos estudar mitologia sob pena de não darmos ‘nomes’ as coisas. Sim, muitas coisas hoje só são não mitos porque são puras verdades!

Calma, primo! Isso não é mais nenhuma história de cordel, como aquela da ‘chegada do Lampião ao inferno’ – é o inferno mesmo, habitado no seu dia a dia por todos nós!

Estamos, portanto, diante de um encontro improvável: o mito e a razão. De sorte que aqueles que ainda estão a esperar pela ‘besta fera’ e outras feras que tais, não sabem sobre o que estão sentados!

Por falar em ‘besta fera’, uma mãe, aqui mesmo no Maranhão, enfiou um pedaço de cano na vagina da sua filha, de apenas 3 anos de idade e a matou. Quem se lembra disso? Isso foi o ano passado!

Portanto, o mito não é outra coisa, senão aquilo que mesmo estando ao alcance dos nossos olhos ou já nos descendo ‘goela abaixo’, e nos faltam palavras – aquelas ditas racionalmente!


Deus sabe que já não somos mais  gente!

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