Quem suportaria “ser” no inferno de se perder?

Gilvaldo Quinzeiro



O “encontro com o outro”, nunca nos deixa inteiro, posto que quando não nos sentimos em pedaços, é porque já pisamos em cima do outro. Dito de outra forma, somos seres em constante “desmanche”, do contrário do que ser?


Ora, aquele que não se “derrete” em ser o que é, teria o que para ser?


Numa sala de aula então, não há nada inteiro: tudo arriado, a começar pela fala fatiada, mas que no final, não desperta o apetite das almas anoréxicas !... Só ouvidos obesos grudados nos aparelhos que espatifam os olhos de ver!... Aqui o que há de ser  será quase como numa sala de abortos!...


Ter uma passagem pelo inferno em nada para se agarrar, é como “ser”, isto é, dos pedaços que nos sobram!...

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