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Reze por mim seu Doutor, e pegue a sua receita de volta!




Por Gilvaldo Quinzeiro


Um fato me chamou atenção hoje, na porta de um consultório médico da rede pública. Vi que várias pessoas que estavam numa longa fila de espera, sorriam toda vez que um paciente saia do atendimento. Fiquei atento aquilo, e depois me dei conta de que as risadas eram em virtude da rapidez com que o cliente entrava e saia. Ou seja, não dava nem tempo do médico perguntar nem o nome do paciente. E em seguida, já entrava outro.

E fiquei a pensar.  O que o povo quer, mais do que receber uma “receita”, que sempre parece já está pronta antes mesmo do atendimento; ou um encaminhamento para fazer um exame – é ser ouvido; é ser examinado; entendido e acolhido pelo seu médico. Coisa que não acontece, seja pela   precariedade da saúde pública; seja pelo despreparo do médico.

E continuei a pensar. A tal sociedade moderna atual não passa de uma “propaganda enganosa”, uma farsa, digo em bom tom. Na época em que este mesmo povo procurava ajuda dos “curandeiros” e “rezadores”, porque médico só era para os ricos, havia antes de tudo, uma humana acolhida, e depois a reza, o defumador e todo o conhecimento e técnica disponível. E acredite se quiser! Não havia uma massa enferma como a que existe hoje! Uma massa enferma e abandonada! E pasmem! Por outro lado, uma rica e poderosa indústria farmacêutica!

E fui pensando. Cadê os nossos fazedores de garrafadas? Cadê os nossos rezadores de arca caída? Cadê as nossas parteiras?

Pois bem, respondo. Não é do interesse da indústria farmacêutica e nem das redes de hospitais particulares que o povo busque a saúde alternativa! E digo mais, houve um trabalho racional para fazer desacreditar junto ao povo este tipo de cura!

E hoje, a situação está como diz o velho ditado: “nem o mel e nem a cabaça”. E o povo ó, apodrecendo nos corredores dos hospitais públicos!


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