Belém, Belém, o outro do Pará

Gilvaldo Quinzeiro



O Natal nasce para um bebê abandonado no quintal do vizinho, como uma esmola grande dado a um cego, isto é, só o tempo dirá com que olhos este verá seu nascimento para além do saco plástico que lhe caiu bem, no exato momento em que lhe faltaram os seios da mãe!

Será se a vida lhe foi dada como presente? Que tipo de presente se dá dentro de um saco plástico?


Simplesmente a vida, no momento em que a morte nos ronda, é cara demais para se jogar no mato!


Ora, que mundo é este que no dia de Natal se recusa receber uma criança? Quem precisa de Natal para só então pensar em dá presentes?


Há 2010 anos atrás, um outro bebê nascia em Belém num fundo qualquer de um quintal cujos presentes lhe foram dados por quem teve que andar escondidos.


Mas, foi na terra dos faraós que o bebê finalmente pode respirar aliviado! O que nasceu em Belém do Pará foi salvo pelo faro de quem lhe facilitou a respiração para fora do saco, que já estava quase lhe embalsamando!


Eu paro? Não pare!

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