Pedras para a construção de novas catedrais

Gilvaldo Quinzeiro





Neste natal, não quero mesas postas, nem fartura de presentes importados, eu quero apenas poder me sentar ao chão, e com um ou dois amigos relembrar do tempo em que se podia com os dedos escrever na areia fria dos terreiros, todos os sonhos possíveis!...


Sim, eu quero ter sonhos, não aqueles que nunca vou poder realizá-los, mas os que me levarão a fazer o que sempre já deveria ter feito, mas, por sonhar grande demais, acabei por esquecê-los, como por exemplo, o de escrever cartas com felicitações de “boas festas”, e  enviá-las pelo correio a todos os meus amigos distantes!


Não quero o brilho e as promoções dos shoppings, quero apenas deitar numa rede bem nordestina, e da varanda, contemplar o voo dos pássaros que sobrevoam as colinas.


Neste natal, não quero ir ao cinema ou assistir os mesmos filmes das tvs; eu quero ouvir o locutor do rádio, dizendo alô aos seus ouvintes, que não se cansam de imaginar levados pelas ondas sonoras, a existência de uma cidade cheia de luzes e de gente sinceras se abraçando!


Neste natal, não quero ter a esperança de me tornar rico, mas, apenas me preparar inteligentemente, sem ter que culpar a ninguém pelas perdas que seguramente terei que enfrentar nos dias futuros!...


Por fim, eu quero aprender mais a viver usufruindo daquilo que realmente tenho ao alcance das minhas mãos!


E a todos os que visitam estas páginas, desejo um livro cheio de pedras!...


Mãos a obra!

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