O nó da gravata

Gilvaldo Quinzeiro





Ser-me-á difícil desatar o nó da gravata, quando vejo a cidade inteira marchando para forca. Não que eu pense também em me matar, longe disso, eu quero é viver mais e mais! Porém, há tantas estacas atravessando o caminho que nos tornamos gados, ainda que como porcos insistimos em viver...

A racionalidade, antes a luz que contrastava com a escuridão, hoje uma vala comum onde todos jogam o que acreditam ser suas verdades.


Ainda  nem terminei de vestir as minhas meias rascadas, o sapato já expôs os dedos...


Que mundo é este que usa a máscara de Cristo para receber de volta o dinheiro de Judas!...


Afinal quem escreverá em “linhas tortas” depois que os arautos da liberdade de imprensa se calaram diante da prisão de quem ousou revelar ao mundo às cartas cujos autores não respeitaram entre si, nem aqueles que confessam em público serem aliados?

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