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O fundo do mundo

Gilvaldo Quinzeiro



O mundo perdeu a tampa, e os que pensam estar sendo cozidos, ainda nem   aferventados estão. No frigir de tudo, estamos comendo o galo, os apressados é que gostariam que fosse o contrário; uma pena com tanta gente roendo as unhas!....


Nem Da Vinci, nem Galileu conseguiram apontar o dedo para o fundo do mundo. O que nos falta é o “falo”. O falo que como a rapidez do gozo do galo se dissipou! Ora, Freud morreu nos explicando isso. Hoje, nos tornamos cães que cheiram no outro aquilo que supostamente perderam de si. O que descobrimos? As presas do outro!

Mundo cão! Gente com as mãos nas pencas! Outros já só cheirando os dedos. Na falta do falo, tudo é pó, e as ventas, nossas genitálias!...

E a tampa? Ora, nada mais tem fundo!

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