Se eu fosse o Cazuza

Gilvaldo Quinzeiro




Se a explosão homofóbica da Avenida Paulista, onde jovens da classe média caçam gays para matar, com a libido de quem também quer transar, fosse em pleno sertão nordestino então no dia seguinte a “barbárie” já tinha nome e endereço certo nos noticiários das tvs, como não; vira apenas sotaque de paulistano!...


Se a menina em cuja veia foi aplicada vaselina, em vez de soro, fosse morta em um hospital do Leste maranhense, como muitos que nem algodão têm, então, os jornais de cá que são pagos só para falar bem de quem enriquece com o dinheiro da saúde -,  tudo também seria igual aos mortos que lotam os IMLs de lá!...


Tudo igual na desigualdade. Na educação ainda somos os campeões entre os que não aprendem nada!... Por isso o “primeiro herói brasileiro” é da Tropa de Elite. Aqui o “tempo não para”, só as piscinas permanecem cheias de ratos!....

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