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Aplauso?

Gilvaldo Quinzeiro





Das chuvas que afogam o sudeste do Brasil, as neves que congelam o sangue dos europeus ou das enchentes das quais canguru não pula na Austrália, nada para, exceto o homem apressado que já não tem onde parar seguro!


Enquanto isso as autoridades caxienses rosnam entre si para saber com quem a cidade fica. “Se pior do que tá não fica”, como diria Tiririca, então quem é o palhaço? Claro que é o povo!


Mas, pensando bem estamos todos afogados. Ninguém pensa no bem para todos, muito menos se este bem é a natureza. Aqui os riachos correm sujos de tudo. Limpo, só os caras-de-pau que lavam seus carrões com a água que falta na casa dos pobres!...


Pobre dos pobres que nadam, nadam e morrem afogados, e quando no enterro, aplauso quem recebe: o doador do caixão!

De aplauso em aplauso quem não se envaidece para ser o próximo “coveiro” da cidade?

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