Uma profecia para amanhã e depois

Gilvaldo Quinzeiro



Um ano depois deste ainda bebê, as porteiras serão abertas para tudo em nome das vacas ser. Serão mais quatro anos de quatro; bezerros falantes em busca de tetas; vaqueiros adestrados só para aumentar o gado!


Na tv, um galo de terno preto aparecerá mais de uma vez. Seu muito obrigado, não será decifrado, mas, chifrado estará o povo. O ovo do galo enganará as galinhas. Mulheres precoces sentarão na escrivaninha, sua assinatura valerá uma pena!


Pena das galinhas sem seu galo. Beco do Galo, mudará de nome. Sovaco da Jumenta em nada nos lembrará, quando ali perto se fazia cangalha! Um menino metido a besta pedirá voto. Promessas e profecias farão rimas: lima, limão, facão e cacete! Eis que muitos se lembrarão do tempo em que se brigava de jucá!


Uma vaca com a cara de gente. Já surgiu, e não morrerá. Seu leite nunca derramou, mas atrás dela andam muitos bezerros; até jumento brabo já amansou!...


Uma cidade de seis letras, já deu nome a outras duas, fora um nome que deu ao homem que apagou o de milhares. Um cemitério de um santo negro e o outro consolador. Um homem que só andava com flor na lapela, lembra que nome ele ganhou?


Pois é, Zé, não o do caixão, quem têm ouvidos para ouvir que ouçam!

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