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Vamos fugir?

Gilvaldo Quinzeiro





Um lugar para o rio dormir. Outro, só para o homem acordar? Uma escola para quem quer estudar. Outra, só para ser apedrejada? Uma estrada para viajar. Outra, só para quem deseja se matar? Uma cidade só para morar. Outra, só para quem está de visita?


Ora, não passamos de umas simples cigarras que passam a primavera toda cantando, mas, quando chega às chuvas de verão, só então é que se pensa em ser como as formigas! Ocorre, entretanto, que, com as enchentes se vão também as cigarras que até poderiam se transformar em boas formigas. O problema então, é como enfrentar as chuvas em sendo apenas cigarras!...


Em outras palavras, só “fechamos a porta, depois de roubados”! Por outro lado, as complexidades da vida urbana, nos exigem ser mais do que formigas. Isto é, precisamos ser “enfrentadores” das adversidades. Isto não significa dizer, sair no meio da tempestade só com a lamparina na mão, mas, antever o caos(pensando) e nos adiantar a eles(agindo).


Para isso,  no entanto, precisamos de uma nova pedagogia. Uma Pedagogia Para o Fim do Mundo! Ou seja, precisamos aprender ao menos que as tragédias de hoje, não se repitam amanhã. Jogar fora às lições que já estão cansadas de nos matar é no mínimo, não ter a “cabeça dura”, mas, não ter nenhuma cabeça!


Então, um homem  bicho. Outro, para ser o quê?

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