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O amor é como queijo: o sal não evita os que se alimentam da sua podridão. Uma breve reflexão para adocicar o que aos olhos não nos parece tão salgado



Por Gilvaldo Quinzeiro

 

O amor é como o queijo: não é pelo sal que o colocamos na boca, nem pelo leite – isca para as moscas e ratos – mas pelo que nos aparenta ser doce. Isso explicaria, a razão pela qual muitos não suportam o seu odor, mantendo-se à distância?  Como afirmar ao contrário?

Ora, o dito acima nos leva necessariamente a concluir que, onde está o queijo, também estará a faca. Sim? Positivo! É aqui, pois, onde eu quero chegar ao ponto que me levou a escrever este texto, a saber, o número crescente de assassinatos de tantas moças, quase todas na faixa etária dos 17 anos, pelos seus ex-amores.

O amor X o ódio:  a faca e o queijo – a união improvável entre o gato e o rato, atraídos pelo mesmo cheiro –, o mesmo que também atrai as moscas!

Em outras palavras, amar implica também em ser cuidadoso, assim como e quando se manuseia uma faca, não obstante, o seu uso seja simplesmente para cortar o queijo. Lembre-se, pois, o queijo pelo que exala não está ali sozinho! ...

Quantas moscas podem nos exigir um rápido, mas “cego” movimento com as mãos? E quando, por falta de cuidado, “o queijo” já se estragou?

Pois bem, o amor tem sua química, seja lá qual for a sua natureza. E é desta natureza, desta química, que podemos nos transformar em “gatos ou ratos”.

Por isso, precisamos sempre, sempre, olhar bem no fundo do olho do outro, para, assim, nos certificarmos, se já não estamos sem os nossos!

Enfim, afaga ou a faca?

 

 

 

 

 

 

 

 

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