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O 'homem vitruviano" de hoje em carne viva!


Por Gilvaldo Quinzeiro

 

Hoje pela manhã resolvi fazer um passeio bem diferente. Optei em visitar virtualmente as obras, de um dos meus mestres, Leonardo da Vinci.  “A Virgem do Rochedo”. “Monalisa”. “Dama com Arminho”, enfim... Porém, não tive como seguir em frente, quando me deparei com o “Homem Vitruviano” com seus braços abertos; suas simbologias, suas proporções matemáticas, mas, sobretudo,  sua face filosófica – fiquei horas plantado “pescando” esta obra!

Meu Deus!  Que  Homem, este,  Leonardo da Vinci! Que falta faz um desse em nosso tempo!

  Falando em homem, me pus a pensar nos dias de hoje, e nas nossas limitações e imperfeições. De repente, me vi dentro da  igreja em tempo de crise: por quem devemos rezar, se já não temos certeza de quem se ajoelha por nós? E Deus com que face nos olha? Por qual caminho segue os “sem- certeza” de nada?

A propósito, nesta semana, o mundo todo acompanhou com muita expectativa o Sínodo dos Bispos, reunião dos cardais convocado pelo Papa Francisco. Com destaque para a posição da igreja católica em relação à questão dos homossexuais; questão esta  que não só  acirrou a divisão da igreja, como exigiu que o documento final, "Relatio Synodi”,  desse encontro  passasse por uma revisão para, assim, tentar aparar as arestas.   

Temos dois Papas! Lembra? Isso por si só já revela o nosso “homem vitruviano” de hoje!

Leonardo da Vinci que me perdoe, mas, visto pelos olhos de hoje, estamos todos padecendo em carne viva! A coisa mais perfeita dos dias de hoje é a saudade dos de outrora!

Bom domingo, a todos!

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