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A fratura de Neymar nos expõe outra ferida: a nossa dependência dele?



Por Gilvaldo Quinzeiro




Expor a arma para os adversários antes mesmo do início da batalha, é dar a chance dos adversários de  esconderem  as suas, e só usa-la, na certeza de imobilizar as nossas. Foi assim com Neymar, a nossa principal arma nesta Copa do Mundo? Como dizer que não?   

O bombardeio diário, através do qual   Neymar era exposto, seja na mídia, seja em comentários outros – era sinalizar para os adversários que a nossa principal arma – era também a nossa dependência! Atirá-lo era um tiro certeiro para lhe tirar de campo!

“E agora José”? “Quem vai pro lugar dele”? Estamos na altura do campeonato “no mato sem cachorro”? Ou saberemos enfim, “caçar com os nossos gatos”? Eis a fratura e o trauma aos quais estamos expostos!

O próximo jogo, contra os alemães, estes tão acostumados às guerras -  será de fato, duro,  e  a questão levantada é -  com quais armas vamos enfrenta-los?

Que duro sejam os ossos, e mole o jogo – pra nós!

Bola pra frente!


  


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