Para não dizer que não falei em meu próprio Nome, enquanto os homens estão se matando em nome dos seus deuses. Uma breve reflexão sobre o conflito israelenses X palestinos

Por Gilvaldo Quinzeiro



Nestes dias de céus de bombardeios, os mesmos  céus nos quais se opõem o Deus de Israel e o Deus dos palestinos, enquanto que,  no solo, na “Faixa de Gaza”, crianças, homens e mulheres têm seus corpos plantados em disputas  pela “Terra Prometida” – o que nascerá deste conflito (israelenses X palestinos)  onde a fé de um,  pode ser silenciada pela forças das armas do outro? Que Deus pode ser melhor do que outro, enquanto seus filhos, já não se veem nem como semelhantes? Que Céu pode ser melhor do que a Terra, enquanto,  o Inferno é plantado  com Sangue e Suor das mesmas faces que acreditam serem semelhantes a dos seus Deuses?


A propósito, eu tenho pensado o seguinte, se os deuses não se cansam de enviar “seus filhos” rumo às terras prometidas; terras estas que ao invés de leite e de mel, vertem sangue; o sangue, inclusive, de muitas crianças que, a despeito de tais promessas são vitimas ainda em condição de “meras sementes”  -, que ao menos os homens se tornem por si mesmos mais cautelosos, para, assim – ouvirem  melhor seus deuses!

Meu deus que a minha fé por ti não me torne tão cego da presença do outro que, assim como eu, tenta se segurar também nalguma coisa!

Em outras palavras, eu respondi assim a um  texto  de um amigo que se referia também a este mesmo assunto:

 “Eh, mano, os deuses são tão humanos, quanto os homens que matam seus semelhantes em nome dos seus  deuses tão famintos por sangue! E continuei dizendo: O difícil, porém, é humanamente amar o outro sem ter que precisar enfrentar a fila dos que vão para o céu!

Bem-aventurados os nus, pois, estes se dão verdadeiramente uns aos outros, com ou sem a “Terra Prometida”!

Um bom domingo para se começar a plantar uma Nova Terra!

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