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O peixe e suas espinhas: uma introdução à felicidade, e suas panelas!



Por Gilvaldo Quinzeiro



A felicidade, a principio, não se mede em pés vestidos de lã, nem pelos pés cobertos de lama. Isso é como discutir a respeito  dos melhores pratos, com aqueles que não  comem peixe para evitar suas espinhas. Ou seja, é uma discussão de “engasgar” a fala. Por  outro lado,  neste tempo de escassez de água, ser peixe não significa dizer, está isento de sede. Todos nós, a rigor, estamos mesmo morrendo pela boca, seja por que falta for...

A felicidade pode andar como caranguejo, isto é, sempre de lado, enquanto, fitamos os olhos para o mar longínquo. Hoje é comum se procurar a felicidade em receitas. E fazer este tipo de  opção, pode nos parecer ter evitado o peixe, porém, não as suas espinhas!

Portanto,  ser feliz, é como a arte de “tratar o peixe”: você pode até nem gostar de comê-lo, mas o ato de lidar com suas escamas e espinhas , é um sinal de quem aprendeu a navegar por mares bravios, e, ainda assim,  conteve o  próprio enjoo.

E ai peixe! Com medo de ser frito?

Seja feliz em qualquer que seja a panela, pois, todo o seu esforço não vai lhe evitar  a condição de peixe!



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