Puta seria o sapo se não controlasse sua ansiedade pelo mosquito!


Por Gilvaldo Quinzeiro



Se somos ‘espuma’, é sinal de que ainda temos forças para borbulhar! Ou seja, o fundo do poço é o porvir, de sorte que, o afogamento está se dando, mas não foi completamente concluído. Isso sem mencionar que na descida, ainda nos restam preciosos segundos, para enfim, aprendermos com os sapos, como é viver bem a vida toda dentro do precipício!

A vida é um estrondoso borbulhar de possibilidades. O sapo, por exemplo, aproveitou bem as suas! E olhe que a sua principal fonte de alimento, senão a única, são os mosquitos voantes.

Qual o ganho de uma bolha de sabão ao se lamentar da sua mingua existência? Que profundidade ganharia o copo, caso resolvesse este fazer uma ‘tempestade’ a cada   água perdida num gole?

As vezes estamos presos aos gigantescos redemoinhos cuja fonte é o ar que alimenta a nossa respiração ansiosa.

O que uma situação como esta nos ensina?  A resposta é simples: se fomos capazes de fazer o mais difícil, isto é, criar um redemoinho, mesmo sem ter ‘conhecimento’ da sua fórmula – como não se desvencilhar dele, agora que tomamos consciência?

A ansiedade, esta sim, é “filha de uma falsa puta” – da puta coitada que sofre por não ‘comer’, e muito menos ser ‘comida’ por ninguém!

Vivem melhor os sapos que mesmo no fundo do poço ainda assim, fazem espumas!

Vivem melhor as espumas que   flutuam acima do borbulhar dos sapos!

E você que conseguiu ir comigo lá no fundo desta leitura, sem se agarrar em nada, apesar de sapo não ser, e desejar com toda a sua força se atirar ao “fundo poço” – saberia aproveitar-se da condição de ‘puta’   de um mosquito?










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