Pular para o conteúdo principal

Caxias. Da poesia ao lixo!



Por Gilvaldo Quinzeiro


Quem passeia pelas ruas do centro de Caxias nos finais de semana, em especial no calçadão e na Praça Gonçalves Dias, se afoga no lixo! E pensar que este mesmo grupo político que administra  a cidade quer eleger um governador, nos dá um enorme frio na barriga!

Como se não bastasse o lixo, os mendigos que também pela cidade se acumulam, tornam a paisagem da cidade,  cenário de um filme de terror. Antes era da poesia. Hoje do abandono!

Ontem pela manhã enquanto fazia meu passeio dominical, vi um turista tirando uma foto do busto de Gonçalves Dias, tendo que se esquivar do acumulo de lixo na praça. E do outro, mendigos à espreita! Esta é Caxias?

Pois é, enquanto isso, o chefe do setor da limpeza ( sei lá quem), tira foto em outras paisagens, uma vez que, aqui, ele certamente não passa o final de semana,  como também não deve passar, o senhor prefeito municipal  bem como seu secretário responsável pelo setor.

Ora, quem não consegue manter ao menos  a  cidade limpa da qual é seu chefe maior,  em nome de quem pede voto para eleger seu candidato a governador?



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A roda grande passando pela pequena

Gilvaldo Quinzeiro


No imaginário caboclo, desde a fundação de Canudos no sertão da Bahia (1893-1897), onde a seca e a fome fizeram da “fé” a enxada que escavava a solidariedade de um povo sem chão, o mito “da roda grande passando por dentro da pequena” foi sem dúvida nenhuma uma das mais engenhosas invenções da saga de Canudos.

A idéia de que uma “ roda grande passará por dentro de uma pequena,” é simplesmente assustadora e instigadora de uma reflexão. Seria esta passagem correspondente ao fim do mundo? Que roda grande é essa? Quem viverá para presenciar tal profecia?

O fato é que ainda hoje este mito sobrevive no imaginário nordestino, sobretudo no meio rural provocando apreensão e “matuteza”. Canudos ainda resistem?

Pois bem, às vésperas das eleições, o cenário montado, onde cabos eleitorais empunhando bandeiras e distribuindo “santinhos” dos candidatos, chamando atenção do povo - é de uma natureza tal que inspiraria um cordelista a escrever versos numa visão apocalíptica adver…

A FILOSOFIA CABOCLA, RISCAR O CHÃO.

Gilvaldo Quinzeiro

O caboclo quando risca o chão está pensando. Aliás, no caboclês ou no nheengatu se diz matutar. Riscar, pois, o chão com a ponta dos dedos, significa manipular com as mãos o abstrato, ou seja, pensar usando a “cabeça dos dedos”, termo bem apropriado para a filosofia cabocla. Diga-se de passagem, que a “filosofia cabocla” é única que tem explicação para tudo, do contrário o que seria o viver destes homens? “Quem não pode com a” rudia não pega no bote” - diz assertiva cabocla.
Besta é quem pensa que matuto não vive de matutar! Aliás, nas condições enfrentadas pelo caboclo, o pensamento que não corresponde à praticidade, é o mesmo que riscar o chão com o dedo para depois ter o risco apagado pelo vento, o que levou em seguida o caboclo a fazer uso de um graveto para, não obstante as intempéries continuar o seu pensar, isto é, riscando o chão.
Riscar o chão com o graveto em substituição aos dedos, não só significou apenas deixar marcas humanas mais pr…

Metáfora da natureza

A natureza....

quando ouvida no mais profundo do nosso silêncio...

nos dá ouvido

nos enraizando os sentidos... que dialoga quando se dá atenção....

nos fazendo ver além... o belo...