Que face da mulher abunda, quando a de Deus ainda não nos espelhou? Um ensaio sobre as coisas do homem!




Por Gilvaldo Quinzeiro




Ainda bem que somos feitos de “barro”. Já pensou se fôssemos de ferro, quão seria difícil modelar tantas faces que nos escondem a verdadeira! Mas nenhuma face foi tão usada em proveito próprio, sobretudo, dos machistas e dos patriarcas, como a da mulher. Qual a erva mais daninha entre aquelas do Jardim do Éden, senão a própria Eva?
Pois bem, este ensaio vai tratar de maquiar as possíveis faces, inclusive a de Deus, quando este esboçou apenas a masculina – idêntica à sua? Eis a questão!

Qual a face que muitas bandas musicais escancaram hoje em suas músicas? Ora, dizer que a face é a da mulher é óbvio, o difícil, porém, é explicar por que só vemos a sua “bunda”! Eis então, a única face que hoje da mulher abunda?

A propósito, o mesmo Deus que desenhou todas as faces, mas que em momento algum deixou nos escapulir a sua, “jogou o barro molhado na parede” quando a do homem, já se secava sozinha?
E
is então que a face da mulher entra em cena – quando a do homem não era algo da ordem em que se “espelhar” – faltava-lhe a Outra! E como a Outra Face, o homem então se “poupou” da sua? Se formos levar em conta as narrativas mitológicas, mas não tão somente estas, as da história propriamente dita, vamos constatar que sim!

Ainda bem que biblicamente falando, o crucificado foi um homem. Também pudera, não era para mudar a história? Uma mulher, podia?

É possível que na altura desta discussão, o leitor já esteja pensando: com que “face” este cara está escrevendo este texto? Não é a de Deus, certamente, e muito menos a do diabo – mas apenas a que amanheci hoje! Aliás, “o espanto” é outro criador de faces, ainda que momentaneamente. Já pensou, caro leitor, a sua cara de agora, por um tempo duradouro?

Na verdade, o que há hoje mais revelador, senão “o espanto”. Em outras palavras, todas as nossas faces, que deveriam ser apenas passageiras, agora se fixa naquilo em que o olhar do outro já nos assombra! ...

Mas, voltando a face que usamos para esconder a nossa, e se Deus tivesse revelado a sua – qual seria a nossa nestes dias que precisamos de tantas “máscaras”? Ora, se pensarmos bem, estamos “masculinizando” as faces das mulheres. Talvez, por isso, o homem já plantou uma outra em si mesmo: “a feminina”. E com esta face, duas outras serão substitutas daquela – a da inveja e a da culpa!

Portanto, que Deus logo nos mostre a sua face. Do contrário, uma “bunda” em nossa cara?












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